terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sobre o livro #7: Fiquei com seu número

O livro “Fiquei com seu número” conta a história de Poppy Wyatt que está super feliz, pois foi pedida em casamento pelo seu tão sonhado e perfeito namorado Magnus Tavish. Numa bela noite Poppy e suas amigas vão para um hotel comemorar o noivado e Poppy faz questão de mostrar o anel que está há três gerações na família de seu noivo e que agora é dela. Quando que por um descuido acaba perdendo seu anel de noivado e é ai que começam todos seus problemas.

   Poppy começa a fazer várias ligações para a polícia e distribuir seu número para todas as pessoas que possam ajudá-la. Porém, na busca de conseguir um sinal melhor para o celular ela acaba sendo roubada. Ela então fica totalmente desesperada e começa a pensar como vai fazer agora para encontrar o anel, afinal de contas ela distribuiu seu numero para todos os funcionários do hotel. De repente, como num milagre, ela encontra um celular numa lata de lixo, então ela pensa “se está no lixo é público”. Poppy, assim, pega o celular e começa a distribuir seu numero novo para todos os funcionários novamente. Porém, o celular pertencia a uma ex-assistente de um executivo de uma grande empresa e ele pede o telefone de volta só que Poppy não quer devolvê-lo e explica toda a situação que ela se encontrava. O executivo sem opção acaba concordando em deixar o celular com ela, mas eles fizeram um acordo Poppy tem que encaminhar todos os emails dele para o seu celular.
      Esse é o primeiro livro desse estilo que leio é o chamado chick lit que são romances leves e divertidos. Achei bem cômico, dei algumas boas gargalhadas, mas alguns momentos me incomodaram nesse livro, um exemplo é como a mulher geralmente é retratada como frágil, desastrada, e que precisa de um homem para fazer com que sua vida tome algum rumo. Também há o relacionamento um tanto quanto abusivo que a protagonista está que é disfarçado pela forma como ela idealiza um homem e pelo apelo ao casamento que se mostra tão necessário tanto no livro como em nossa sociedade.

É de fundamental importância ler qualquer livro com pensamento e análise crítica, pois os livros, assim como qualquer outro meio de informação, influenciam muito as pessoas. Tenho certeza que diversas jovens acabam se deixando influenciar por certas coisas que leem e assistem e acabam não usando o pensamento crítico e fazendo uma analise errônea de suas próprias vidas.


Isso acaba gerando uma falsa ideia de que não haverá felicidade, ou de que a vida não será completa e perfeita, se elas não viverem e estiverem de acordo com o modelo impregnado em diversas histórias desse tipo. Assim, livros como esse acabam sendo um desserviço para meninas que ainda estão formando a sua personalidade e ainda não sabem o quanto esse modelo de vida e comportamento feminino, cultuado em diversos romances, pode ser prejudicial para a sua autonomia.


Dessa forma, e relacionado a livros como esse, é importante que se possa sempre criticar o que ainda é retratado de forma equivocada e buscar leituras que fujam desse padrão (menina desajeitada, frágil, que não é nada sem o apoio de um homem poderoso ou relacionamento) para que se possa ter uma ampliação da nossa visão quanto ao papel feminino na sociedade e, com isso, também, a quebra de diversos estereótipos que permeiam o universo feminino dentro dos romances o que promove o enriquecimento dos enredos e possibilitam que as histórias não sejam tão rasas e gerem uma reflexão naqueles que farão sua leitura.

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     Até a próxima!  


sábado, 22 de outubro de 2016

Sobre o livro #6: O Diário de Anne Frank


O livro “O diário de Anne Frank” conta a história de uma jovem judia que ao ganhar um diário no dia de seu aniversário de 13 anos começou a descrever seu dia a dia. A princípio Anne escrevia em seu diário, que carinhosamente o chamava de Kitty, coisas comuns que uma adolescente passa, mas quando o nazismo se alastrou pela Holanda isso mudou. Anne e sua família tiveram que se esconder. Também escondidos com a família de Anne estava a família Van Pels (Auguste, Hermann e Peter) que no diário ela chama de Van Dan e em seguida chega o dentista Fritz Pfeffer que no diário é chamado de Albert Dussel.

Anne começa a escrever sobre como é estar escondida e sua relação com as pessoas que convivem com ela. No diário ela dá detalhes de todas as coisas que acontecem no anexo secreto (sótão da fábrica de de condimentos onde o pai de Anne trabalhava). Anne se empolgou mais em escrever depois que ela escutou no rádio que depois da guerra membros do governo holandês esperavam recolher testemunhos do sofrimento do povo sob ocupação alemã. Anne descreve todo o medo que todos têm de serem descobertos e como é difícil viver nas condições que eles se encontram. É muito comovente ler o relato de uma adolescente que queria somente ter uma vida comum, mas infelizmente não pôde.

Ela era uma menina muito a frente de seu tempo um dos trechos do livro que mais gosto é quando fala dos direitos das mulheres: “Uma das muitas perguntas que me incomodam é por que as mulheres eram vistas, e ainda são, como inferiores aos homens. É fácil dizer que isso é injusto, mas não basta; realmente gostaria de saber o motivo dessa grande injustiça! Aparentemente os homens dominaram as mulheres desde o inicio por causa da força física... Até bem pouco tempo, as mulheres aceitavam isso em silêncio, o que era algo estúpido, já que quando mais as coisas demoram a mudar, mais entranhadas ficam. Ainda bem que a educação, o trabalho e o progresso abriram os olhos das mulheres. Em muitos países, elas adquiriram direitos iguais; muitas pessoas, principalmente as mulheres, e também os homens percebem agora como é errado tolerar essa situação durante tanto tempo. As mulheres modernas querem o direito de ser completamente independente”.


Anne escrevia que não queria ter uma vida que fosse de acordo com que o padrão imposto pela sociedade. Seu sonho era se formar jornalista e ser uma grande escritora. Ela queria viajar pelo mundo e aprender diversas línguas.

O “O diário de Anne Frank” é um livro que com certeza vai te transformar de alguma forma e te fazer refletir sobre muitas coisas. Depois que terminei esse livro fiquei muito pensativa, pois a segunda guerra mundial é um dos momentos mais terríveis da história da humanidade, onde pessoas foram subjulgadas das piores formas possíveis. E o mais triste é saber que o preconceito persiste até hoje. Que políticos que tem uma grande influência com muitas pessoas transmitem esses discursos de ódio. E pregam que todos somos iguais sem acreditar nisso. Enfim, espero que todos tenham a oportunidade de ler esse livro.

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Até a próxima <3